Ponto de Encontro e Vanguarda em Além
Paraíba
As bandas
Ponto de Encontro e Vanguarda se apresentaram no dia 10 de junho no Baile do
Companheirismo. O baile aconteceu no Além Paraíba Tênis Clube e foi promovido pelo
Lions Clube de Além Paraíba – MG.
O Grupo Vanguarda,
conjunto musical de grande sucesso nas décadas de 60 e 70, completou 51 anos de
existência. “No ano de 1966, o professor e então radialista Édson Santos era o
coordenador do concurso de Miss Minas Gerais na cidade e ele faria um evento,
cuja presença principal era a Miss Minas Gerais, Virgínia Barbosa. Na ocasião,
a banda contratada para abrilhantar o evento desistiu da apresentação a menos
de 10 dias do baile. O professor Édson teve, então, a brilhante ideia de
convidar um grupo de adolescentes, estudantes do Colégio Além Paraíba (e que integravam
o coral do professor Ruy Capideville) para fazer o show da noite. A
apresentação dos jovens do “Conjunto Vanguarda” agradou de tal forma que, a
partir daí, o grupo musical tornou-se conhecido e admirado”. (agorajornais.com.br)
Atualmente o
baterista do grupo, Jorge Bonzão, comanda a Banda Ponto de Encontro, que,
juntamente com o Vanguarda, abrilhantaram a noite.
À tarde, antes
da apresentação, visitamos a Fazenda do Barão, uma fazenda da época de ouro do
café em Minas Gerais.
Fazenda do Barão
A Fazenda
Lordello é uma das mais bonitas da região, foi construída na primeira metade do
século XIX, pelo Marquês do Paraná (Honório Hermeto Carneiro Leão), em uma área
que correspondia, na época, a pouco mais que duas sesmarias de meia légua em
quadra, ou seja, 500 alqueires geométricos de terra.
No frontão se
vê um elmo e um escudo com as letras H entrelaçadas (Honório Hermeto) e acima
dele uma escultura da deusa romana Ceres, a deusa romana das plantas que brotam
e do amor maternal. Equivalente a Deméter, na mitologia grega, Ceres era filha
de Saturno e Cibele e irmã e amante de Júpiter. A iconografia a representa com
um cesto de flores e frutos, um cetro e uma coroa feita de ramos de trigo. A
palavra “cereal” deriva de seu nome, associando sua imagem aos grãos
comestíveis.
Sua
localização perto da divisa fez com que a fazenda sempre tivesse sua história
ligada a Além Paraíba.
Na época da
morte do Marquês a fazenda contava com 190 escravos e uma plantação de 290 mil
pés de café. Após sua morte, aos 55 anos de idade, em 3 de setembro de 1856, a
Fazenda do Lordello ficou para sua esposa, a Marquesa do Paraná, que
administrou a fazenda até sua morte em 1887.
Seu filho, o
médico Henrique Hermeto Carneiro Leão, titular do Império como Barão do Paraná,
herdeiro da Fazenda do Lordello, foi um dos colaboradores na construção do
Hospital São Salvador em Além Paraíba.
O Barão
administrou a Fazenda do Lordello até morrer em 15 de março de 1916. A
propriedade passou então, em sistema de usufruto, para sua esposa, Zeferina Marcondes
Carneiro Leão. O casal não teve filhos. Desde então, a fazenda passou por
vários proprietários.
A Fazenda do
Lordello serviu de cenário para a novela global “Irmãos Coragem” e para o filme “Xangô
de Baker Street”.
Para ver as
fotos, clique na imagem acima.